O ministro das Infraestruturas e Habitação garantiu que o Governo está a ultimar “a forma de assegurar o financiamento de todo o investimento no Metrobus em Guimarães”, sublinhando que “o projeto é essencial para o sucesso da futura alta velocidade ferroviária”. Para o presidente do município chegou “o tempo da ação”.
Miguel Pinto Luz, que participava esta terça-feira na apresentação pública do estudo do Metrobus Guimarães–Taipas (1.ª fase), manifestou o “total alinhamento” entre a visão do Governo e a estratégia da Câmara Guimarães, liderada pelo social-democrata Ricardo Araújo.
O membro do Governo enquadrou o Metrobus “num investimento nacional mais amplo associado à alta velocidade ferroviária”.
“A alta velocidade não existe em Portugal se não formos capazes de lançar redes de metrobus que a sirvam. É essencial garantir sistemas de mobilidade capazes de trazer procura para as estações de alta velocidade”, afirmou.
O ministro garantiu que o Governo está a ultimar os mecanismos de financiamento do projeto, quer através do Orçamento do Estado, quer através do Fundo Ambiental, considerando-o parte integrante do maior investimento público em infraestruturas das últimas décadas.
“A alta velocidade não existe em Portugal se não formos capazes de lançar redes de metrobus que a sirvam. É essencial garantir sistemas de mobilidade capazes de trazer procura para as estações de alta velocidade”, afirmou.
O ministro garantiu que o Governo está a ultimar os mecanismos de financiamento do projeto, quer através do Orçamento do Estado, quer através do Fundo Ambiental, considerando-o parte integrante do “maior investimento público em infraestruturas das últimas décadas”.
“TEMPO DE ACÃO”
Na sua intervenção, Ricardo Araújo sublinhou que o Metrobus é um compromisso eleitoral assumido com os vimaranenses e reafirmou a prioridade absoluta do Executivo Municipal na sua concretização.
“Este foi um projeto muito discutido. Houve o tempo do debate, houve o tempo da decisão, que foi o tempo eleitoral. Hoje é o tempo da ação. Queremos executar este projeto com prioridade e concretizá-lo durante este primeiro mandato”, afirmou.
O presidente da Câmara da Câmara Municipal de Guimarães destacou a importância do Metrobus para a competitividade, atratividade e coesão territorial do concelho, tanto ao nível das ligações intraconcelhias como da articulação com a futura alta velocidade ferroviária.
Ricardo Araújo anunciou igualmente que o município está em condições de avançar, já na próxima semana, com o estudo prévio, etapa considerada essencial para a execução do projeto.
“Temos todas as condições técnicas e financeiras para avançar com o estudo prévio, uma fase determinante para que este projeto se torne realidade”, assegurou.
MOBILIDADE SUSTENTÁVEL
A apresentação técnica do estudo esteve a cargo do professor José Mendes, que detalhou um sistema de transporte coletivo de passageiros no modelo Metrobus ou Bus Rapid Transit (BRT), caracterizado por “alta capacidade, rapidez, regularidade, pontualidade, conforto e descarbonização”.
O projeto representa “um passo significativo” no reforço da mobilidade sustentável, assumindo-se como uma solução moderna e ambientalmente responsável, orientada para a redução do uso do automóvel individual, a diminuição das emissões de gases com efeito de estufa e a melhoria da qualidade de vida urbana.
“O Metrobus permite reforçar o transporte público intramunicipal e integrar Guimarães numa rede regional de mobilidade mais eficiente e sustentável, em articulação com a futura alta velocidade ferroviária”, referiu José Mendes
A 1.ª fase do Metrobus (Guimarães–Taipas–AvePark) representa um investimento estimado em 80 milhões de euros, com horizonte de concretização em 2028.
A 2.ª fase (Taipas–Braga) está avaliada em cerca de 79 milhões de euros, com conclusão prevista para 2030, permitindo uma ligação estruturante entre Guimarães e Braga no contexto da nova rede de mobilidade regional.







