As principais entidades do concelho de Caminha alertaram o Governo para a grave situação social e económica que afeta a pesca profissional no litoral norte e no Troço Internacional do Rio Minho, após várias semanas consecutivas de paragem forçada devido aos temporais.
Desde o início de janeiro, o encerramento das barras por razões de segurança e as más condições no Rio Minho impediram a atividade piscatória, deixando dezenas de pescadores e mariscadores sem qualquer rendimento. Em muitos casos, a paragem já ultrapassa os 30 dias.
A situação é agravada pelas fragilidades das barras de Vila Praia de Âncora e de Caminha, podendo tornar esta uma das últimas zonas do país a retomar a atividade. As entidades consideram insuficientes os apoios existentes, como o subsídio por fecho de barra, cujo limite anual está a ser rapidamente esgotado.
Perante este cenário, é pedido o reconhecimento da situação como calamidade climática, a criação de apoios extraordinários imediatos e o alargamento excecional das compensações, de forma a garantir rendimentos mínimos aos profissionais do setor.






