O aquecimento da água do mar está a causar o aparecimento, na Galiza, de espécies não nativas da região, algumas perigosas para o ser humano, alerta um estudo realizado pelo Instituto Espanhol de Oceanografia (IEO), em colaboração com o Grupo de Estudos do Ambiente Marinho (GEMM), o Aquário Finisterrae e a Universidade de Vigo,
O estudo, a que o jornal Atlántico teve acesso, descobriu dois peixes-balão, de duas espécies diferentes. O último foi encontrado, em 2025, no estuário de Pontevedra. Revelou tratar-se de uma “fêmea em fase de postura”,
O Instituto Espanhol de Oceanografia refere que algumas espécies de peixe-balão – assim chamados por inflar o corpo como se fosse um balão, quando se sentem ameaçados- contêm a tetrodotoxina, “uma das neurotoxinas naturais mais potentes conhecidas”.
No entanto, os autores enfatizam que o risco de envenenamento na Espanha é atualmente baixo, já que “essas espécies não são comercializadas e sua venda é proibida” na União Europeia.
No entanto, os pesquisadores alertaram que o aumento da presença dessas espécies “torna necessário reforçar o monitoramento científico e a identificação de espécies potencialmente tóxicas”.
“Conhecer a composição, a distribuição geográfica e a potencial toxicidade das espécies é importante para a sua deteção precoce e para alertar o público sobre os riscos. Desta forma, podem ser prevenidos problemas de segurança alimentar com consequências potencialmente graves decorrentes do consumo acidental”, sublinha Rafael Bañón, pesquisador do Centro Oceanográfico de Vigo do IEO, citado pelo Atlántico.






