O grupo parlamentar do PCP na Assembleia da República quer que a ministra da Saúde explique que medidas vai tomar para responder às reivindicações da greve e do protesto contra o aumento do tarifário do estacionamento realizados, esta sexta-feira, no Hospital de Braga.
Pergunta ainda a Ana Paula Martins se considera proceder a alterações na gestão do estacionamento do hospital de forma “a responder às necessidades de toda a comunidade” e se vai ter em conta a opção de, em conjunto com autarquia, construir novos acessos ao Hospital, que “salvaguardem a fluidez, segurança e condições mínimas de entrada e saída nos turnos, assim como o reforço da oferta de transportes públicos”.
Já num contexto mais ideológico, os comunistas pretendem saber se o Governo reconhece que a manutenção do contrato de gestão do edifício em formato PPP “é um fator profundamente negativo, com elevados custos para o erário público e, no caso do estacionamento, se traduz na cobrança de tarifas elevadas e injustificadas aos profissionais e utentes do hospital”.
Para quando está programado “o resgate para a esfera pública da gestão das instalações do hospital de Braga, abrindo caminho para a alteração da forma de gestão do estacionamento e desbloqueando investimentos, como a ampliação das instalações do hospital, desde logo com a construção de uma nova ala de cirurgia, há tanto tempo reclamada”, é outra questão enviada a Ana Paula Martins.
AVENÇA ANUAL DE 612 EUROS
No documento enviado à tutela através do Parlamento, o PCP recorda que a “a expressiva greve” desta sexta-feira, com a participação de diversos sindicatos e utentes, denunciava “a transformação de um direito essencial num negócio, seja no que diz respeito à gestão clínica das unidades de saúde, à transferência crescente de serviços e de atividades diretamente para privados, seja no que diz respeito à construção, manutenção e gestão dos edifícios”.
“No Hospital de Braga continua em vigor a PPP de gestão e manutenção do edifício, com elevados custos para o erário público, constrangimentos à necessária expansão das instalações do hospital e com uma exploração do estacionamento com preços muito elevados”, diz o partido, apontando como exemplo os 612 euros de custo anual da avença do estacionamento para profissionais.
O PCP refere ainda que tem recebido de queixas de utentes e familiares dando conta de gastos de “15, 20 euros ou mais por dia em estacionamento de forma a poder ter acesso ao hospital”.
A estas queixas, os comunistas juntam os alertas para “a fraca oferta de transportes públicos e ausência de solução viável ao transporte individual” e para a reivindicação da “abertura urgente” de um acesso rodoviário exclusivo para profissionais, “garantindo fluidez, segurança e condições mínimas de entrada e saída nos turnos”.
Fernando Gualtieri (CP 7889)






