O Santuário de Fátima registou prejuízos superiores a dois milhões de euros, incluindo a perda de mais de 500 árvores, devido à depressão Kristin, anunciou esta quinta-feira o reitor, Carlos Cabecinhas.
“Do montante de prejuízos, mais de 200 mil euros correspondem à reabilitação de património em edifícios danificados. Porém, o maior montante de prejuízos, superior a dois milhões de euros, corresponde à perda irreparável de mais de 500 árvores de médio e grande portes”, de acordo com a intervenção do padre Carlos Cabecinhas, no 47.º Encontro de Hoteleiros de Fátima, que decorreu esta quinta-feira à tarde.
Para o reitor, “a replantação e renovação desse património arbóreo representa um desafio que demorará décadas a alcançar, com um impacto imediato na alteração do ambiente do Santuário de Fátima”.
Na intervenção enviada à agência Lusa, Carlos Cabecinhas explicou que a depressão Kristin, na madrugada do dia 28 de janeiro, “deixou um rasto de destruição no Santuário de Fátima, provocando danos severos tanto em edifícios como no património natural do Recinto de Oração, das zonas envolventes e dos Valinhos”.
Adiantando que os colaboradores da instituição “têm sido incansáveis nos trabalhos de remoção dos destroços, de limpeza e de reparação dos estragos”, o reitor expressou “gratidão pela entrega e empenho, para que o santuário esteja tão acolhedor quanto possível”.
“Apesar dos prejuízos, o Santuário de Fátima está, desde a primeira hora, empenhado na ajuda aos mais afetados”, afirmou, referindo que a instituição está “a assegurar alojamento a mais de uma centena de agentes da Proteção Civil, especialmente bombeiros vindos de várias partes do Portugal para ajuda às populações”.
Já através da Cáritas de Leiria, procurou “dar ajuda imediata com doação de alimentos não perecíveis e de cobertores”.
De acordo com o reitor, “muitas têm sido as pessoas e instituições que se têm dirigido ao Santuário, porque querem dar o seu contributo”, sendo que todas são remetidas “para as instituições que estão no apoio direto às populações”.
“Tivemos grandes prejuízos, mas não podíamos ficar indiferentes ao drama vivido por tantas pessoas à nossa volta e, por isso, conscientes da nossa responsabilidade social, estamos a prestar a ajuda possível”, acrescentou.






