Jorge Pinto, candidato à Presidência da República apoiado pelo Livre, admite retirar a sua candidatura a Belém apenas se houver uma decisão concertada à esquerda.
Este cenário implicaria a desistência simultânea de Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António Filipe (PCP) e do próprio Jorge Pinto, bem como uma aproximação política de António José Seguro a algumas das ideias defendidas pelo Livre.
Apesar de publicamente continuar a negar a hipótese de desistência, fontes citadas pelo Observador indicam que Jorge Pinto não exclui nenhum cenário, desde que exista um acordo global entre os candidatos de esquerda. Até ao momento, porém, não houve contactos formais entre as diferentes campanhas.
As sondagens não têm sido favoráveis ao candidato do Livre. A mais recente atribui-lhe 1,8% das intenções de voto, colocando-o em oitavo lugar, atrás dos candidatos do PCP e do BE. Ainda assim, o partido desvaloriza os números e destaca a campanha como positiva, sublinhando que Jorge Pinto ocupa um “vazio” no espaço político, ao dirigir-se sobretudo aos jovens e apresentar propostas diferenciadoras.
A hipótese de uma desistência isolada é rejeitada, por poder fragilizar a imagem do Livre e por não existir garantia de transferência de votos para António José Seguro. Um resultado abaixo dos 2% seria considerado muito negativo para o partido, sobretudo quando comparado com os resultados obtidos por Rui Tavares nas legislativas.
Apesar de faltarem ainda cerca de dez dias de campanha, tudo poderá depender de eventuais negociações políticas à esquerda, que até agora não aconteceram.






