O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, adiantou esta segunda-feira que há estradas nacionais que foram destruídas pela depressão Kristin que vão demorar meses a ser reconstruídas.
O governante assegura que a Infraestruturas de Portugal está mandatada para executar “o mais rapidamente possível” a reparação das infraestruturas danificadas, mas é preciso encontrar “alternativas” que garantam a mobilidade nas zonas afetadas.
A falar aos jornalistas, Pinto Luz garantiu que está a “ajudar os municípios no esforço de reconstrução das infraestruturas municipais”, mas destacou que há “infraestruturas que estão destruídas”.
“A Infraestruturas de Portugal tem estradas nacionais que vão obrigar a meses de reconstrução, a linha do Oeste, como já referi, vai levar no mínimo nove meses para repor”, avisou o ministro, no final de uma reunião com as várias entidades do setor das infraestruturas. Miguel Pinto Luz reforçou que a prioridade é a “reposição das infraestruturas essenciais”.
“Temos de encontrar no território alternativas que garantam mobilidade dentro dos concelhos, acesso à saúde, educação”, referiu, adiantando que o que a IP e os municípios estão a fazer “é encontrar alternativas enquanto não conseguimos que infraestruturas estejam todas a funcionar”.
Quanto aos 400 milhões destinados às infraestruturas, Miguel Pinto Luz garantiu que essa verba “já está disponível em orçamento nas Infraestruturas de Portugal”.
Miguel Pinto Luz disse ainda que mandatou o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para efetuar “uma grande auditoria a todas as obras de arte e infraestruturas críticas” na sequência das tempestades que têm afetado o território nacional.
O responsável justificou que as grandes infraestruturas, como “grandes taludes e pontes”, não podem “estar em causa em situações limite” como aquelas que têm sido vividas no país. O ministro das Infraestruturas disse ainda que a auditoria às infraestruturas será feita “nos próximos meses, nos próximos anos”.
“Temos de garantir que o legado nas obras públicas é resistente, tem condições de segurança e é fiável para os portugueses que o utilizam todos os dias”, acrescentou. Questionado sobre a estabilidade dos diques do rio Mondego e do rio Tejo, Pinto Luz disse que apesar de não inspirarem “preocupações”, estão neste momento “a ser monitorizados em permanência”.





