O mercado imobiliário português continua em escalada. Em 2025, os preços das casas subiram 6,8% em termos homólogos, atingindo um novo máximo histórico pelo segundo mês consecutivo. Comprar casa em Portugal custa agora, em média, 3.019 euros por metro quadrado, de acordo com o índice de preços do idealista, que aponta também para uma subida trimestral de 2,6%.
No Norte do país, os distritos de Braga e Viana do Castelo ganham especial destaque, registando aumentos expressivos que confirmam a crescente pressão imobiliária na região minhota. Em termos distritais, Braga viu os preços subir 10,8% e Viana do Castelo 11,6%, valores claramente acima da média nacional, num contexto em que o Norte, no seu conjunto, apresenta uma evolução globalmente estável.
Também nas capitais de distrito, a tendência é clara: Viana do Castelo registou uma subida anual de 13,1%, enquanto Braga aumentou 8,8%, colocando ambas entre as cidades com maiores valorizações do país.
Comprar casa custa atualmente 2.203 euros/m² em Viana do Castelo e 2.149 euros/m² em Braga, valores que refletem a crescente atratividade destas cidades, quer para residentes, quer para investidores.
Apesar destas subidas, Lisboa continua a liderar como a cidade mais cara do país, com um preço mediano de 5.995 euros/m², seguida do Porto (3.885 euros/m²) e do Funchal (3.861 euros/m²).
Ainda assim, a dinâmica de crescimento no Minho evidencia uma descentralização gradual da pressão imobiliária, com cidades médias a ganharem protagonismo.
A nível nacional, Santarém (27,1%), Beja (20%) e Setúbal (17,2%) lideraram as subidas anuais entre as capitais de distrito. No extremo oposto, Vila Real foi a única cidade a registar uma descida dos preços (-6,1%).
No retrato por distritos e ilhas, Lisboa mantém-se como o distrito mais caro do país, com 4.573 euros/m², enquanto Braga (1.872 euros/m²) e Viana do Castelo (1.653 euros/m²) surgem a meio da tabela, mas com trajetórias de crescimento consistentes.
A maior valorização anual foi registada em Porto Santo (42,6%), um valor sem paralelo no território nacional.
Por regiões, os Açores lideram as subidas anuais (20,1%), seguidos da Madeira (14,6%) e do Alentejo (14,3%). O Norte registou uma variação residual de 0,5%, mas os dados distritais mostram realidades muito distintas dentro da região, com Braga e Viana do Castelo a destacarem-se claramente.
Os números confirmam um mercado imobiliário cada vez mais pressionado, onde o acesso à habitação se torna mais difícil, mesmo fora dos grandes centros urbanos.
No Minho, a forte valorização em Braga e Viana do Castelo reforça o alerta para a necessidade de políticas de habitação que acompanhem a procura crescente e protejam o acesso das famílias à casa própria.






