Diogo Barros foi reeleito para um mandato de dois anos porta-voz do movimento Humanamente, com 76,92% dos votos. O jovem, de Vila Nova de Famalicão, apresentou a candidatura sob o lema ‘A luta continua’.
A moção reafirma o posicionamento de defesa ativa dos direitos humanos, da justiça social e da igualdade, num contexto de “retrocesso político e social”, “marcado pela ofensiva da direita ultraliberal e pelo crescimento da extrema-direita em Portugal”.
Diogo Barros é crítico em relação às políticas do governo, nomeadamente as propostas do pacote laboral, que considera um “ataque direto a quem trabalha”.
Deixa ainda, críticas duras à direita e à extrema-direita, alertando para a normalização de discursos de ódio e políticas que segregam. “Não vamos aceitar que conquistas históricas, quer seja na escola pública, na saúde, nos direitos das pessoas LGBTQIAP+, das mulheres ou das comunidades racializadas, sejam colocadas em causa.”
Acusa o Executivo famalicense, liderado pelo social-democrata Mário Passos, “de inação e falta de coragem política para reunir com o movimento”.
“Em Famalicão, Mário Passos continua a falhar na resposta à crise da habitação, na promoção de políticas inclusivas e no combate à discriminação. Não basta discurso institucional: é preciso ação concreta. E enquanto essa ação não existir, a Humanamente continuará a denunciar e a pressionar”, atira Diogo Barros, reconhecendo as fragilidades recentes do movimento, nomeadamente falhas e momentos de menor mobilização, mas diz que nunca deixou de denunciar e de resistir.
Um objetivo para o novo mandato é concluir a transição da Humanamente para associação.






