O presidente da Câmara de Viana do Castelo assegurou que as escavações arqueológicas no local onde existiu o prédio Coutinho são retomadas segunda-feira e as obras de construção do novo mercado vão poder decorrer em simultâneo.
“Na segunda-feira são retomadas as escavações arqueológicas, mas vai ser possível compatibilizar essa tarefa com os trabalhos de construção do novo mercado”, afirmou Luís Nobre.
O autarca socialista, que falava à comunicação social no final da reunião ordinária do Executivo municipal, adiantou que a construção do novo mercado “não vai ser com densidade pretendida enquanto houver arqueólogos no local”.
“No entanto, mas vai ser possível vai ser possível fazer as duas tarefas em simultâneo. Já tivemos uma reunião com a empresa responsável pelas escavações arqueológicas e com o empreiteiro para trabalharem em conjunto, com as entidades do património cultural envolvidas para agilizar o processo”, adiantou.
Luís Nobre adiantou que não vão surgir vestígios “significativos” devido “à densidade das intervenções de construção do prédio Coutinho”.
As obras de construção do mercado municipal foram interrompidas por ter aumentado a área de escavações depois de descobertos achados.
Vestígios do antigo convento de São Bento foram encontrados em outubro de 2025, durante as escavações no parque de estacionamento à superfície que existia nas traseiras do prédio Coutinho, desconstruído em 2022 para instalação do novo mercado municipal.
“Por mais que nos complique o calendário temos de cumprir senão embargava-nos a obra e, era certamente mais difícil de gerir esse processo. O calendário agora são 18 meses a contar a partir de segunda-feira”, frisou.
A empreitada de construção do novo mercado, avaliada em 13,37 milhões de euros, começou em 29 de setembro e tinha como prazo de conclusão 18 meses, sendo que a descoberta de achados arqueológicos já fez derrapar a obra em três meses.





