Um grupo de professores do ensino superior defende a proibição do uso da Inteligência Artificial (IA) nas universidades e politécnicos, para que os estudantes não se transformem em robôs, que “deixam de pensar”
Por essa razão publicaram o ‘Manifesto contra o uso da Inteligência Artificial (IA) generativa nos processos de ensino-aprendizagem’ já, de acordo com a rádio TSF, subscrito por dezenas de professores do ensino superior.
O texto denuncia uma incapacidade generalizada em “identificar com rigor práticas académicas fraudulentas”.
Em declarações à TSF, um dos subscritores, o professor João Teixeira Lopes, nota que existe “uma epidemia de trabalhos que são completamente forjados pela Inteligência Artificial, o que induz a uma preguiça e falta de entendimento da parte dos estudantes”.
O professor da Universidade do Porto assume que a IA “pode ser útil” em alguns casos, mas aponta erros abundantes, que estão a transformar os estudantes em “cretinos digitais”, ou seja, “pessoas que deixam de pensar, deixam de escolher, deixam de escrever e que se transformam em [pessoas] dóceis, obedientes dos algoritmos”.
“Isso é o contrário da cidadania”, conclui João Teixeira Lopes.
O professor universitário defende aos microfones da TSF que é preciso “parar para pensar, proibindo a inteligência artificial nas teses, na investigação e nos trabalhos de avaliação” do ensino superior.






