Os estabelecimentos comerciais da Rua 1.º de Dezembro (Rua Direita), no centro de Esposende, acolhem uma exposição de miniaturas de embarcações tradicionais, da autoria de José Saraiva de Oliveira. É uma das três exposições dedicadas ao universo marítimo e às tradições da pesca incluídas na programação do evento gastronómico ‘Março com Sabores do Mar’, que decorre no concelho.
Patente até ao final de março, a iniciativa resulta de uma parceria entre a Associação Rua 1.º de Dezembro e o Fórum Esposendense, através do Museu Marítimo de Esposende.
A coleção, composta por cerca de 30 miniaturas, reproduz com rigor técnico embarcações tradicionais que marcaram a história marítima da costa portuguesa, desde a Foz do Minho, passando por Viana do Castelo e Esposende, até ao rio Mondego. As peças constituem testemunhos detalhados da tradição naval e artesanal do litoral norte e centro do país.
No Museu do Sargaço, em Apúlia, recebe uma exposição da artista visual Eunice Pais, integrada no ‘Projeto Sargassum’.
A artista luso-moçambicana, que vive e trabalha entre Esposende e o Porto, desenvolve uma prática multidisciplinar centrada na relação entre natureza, território e corpo, através da fotografia e de instalações artísticas.
Desde 2025, Eunice Pais dedica-se ao projeto artístico-documental ‘Sargassum’, que explora a ligação agro-marítima da comunidade de Apúlia e o papel simbólico das algas marinhas na história e identidade local. O projeto conta com o apoio do município e financiamento da Direção-Geral das Artes.
A apresentação deste trabalho integra também uma abordagem que cruza documentário e ficção, procurando reimaginar as ligações ecológicas entre espécies e levantar reflexões críticas sobre a evolução da relação entre os seres humanos e a natureza.
Outra das iniciativas é a instalação artística ‘Rede’, patente no Centro de Informação Turística de Esposende, até 31 de março, desenvolvida no âmbito do projeto AMAReMAR, e promovido pelo município.
A obra nasceu durante o período da pandemia de covid-19, reunindo a participação da comunidade num processo criativo coletivo que simbolicamente “bordou” o mar de Esposende.
A instalação apresenta seis espécies de peixes do parque marinho de Esposende — salema, bodião-canário, peixe-galo, judia, pau-lira e salmonete — representadas numa malha artística que evoca as redes de pesca tradicionais. Tal como as redes lançadas ao mar, a criação entrelaça peixes e pessoas numa mesma composição simbólica, tendo o mar como elemento central. As espécies representadas fazem parte do pescado comum da região e constituem também a base de várias propostas gastronómicas típicas do concelho.








