A eurodeputada Catarina Martins questionou a Comissão Europeia sobre o calendário indicativo definido ao nível europeu para a ligação TGV Porto-Braga- Vigo, na sequência de declarações contraditórias do presidente da Junta da Galiza e do secretário-geral Eixo Atlântico.
Referindo que o projeto conta com o apoio de fundos europeus do Mecanismo Interligar a Europa (CEF) e do Banco Europeu de Investimento (BEI), a eurodeputada do Bloco se Esquerda (BE) quer saber se Comissão Europeia está a acompanhar a articulação entre Portugal, Xunta da Galiza e o Governo do estado espanhol no desenvolvimento deste projeto.
A bloquista pretende ainda que avaliação faz a Comissão quanto ao impacto de um eventual adiamento para 2038 nos objetivos de coesão territorial, mobilidade sustentável e descarbonização na Eurorregião Galiza–Norte de Portugal.
Catarina Martins recorda que, apesar do presidente da Xunta da Galiza, Alfonso Rueda, dizer que aquela ligação ferroviária deverá estar concluída em 2038, o secretário-geral do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, Xoán Mao, tem manifestado preocupação quanto à ausência ou insuficiência de estudos técnicos que sustentem as declarações responsável galego, acusando-o de dizer “asneiras e mentiras”.
“O Bloco de Esquerda reafirma o seu apoio à concretização célere da ligação ferroviária de alta velocidade Porto-Braga-Vigo, considerando-a uma infraestrutura estruturante para a coesão territorial, o desenvolvimento económico sustentável e a transição climática na Eurorregião”, diz Catarina Martins.
A eurodeputado do BE entende que “qualquer atraso injustificado compromete metas ambientais e limita o direito à mobilidade das populações, defendendo por isso transparência no processo, rigor técnico nas decisões e uma articulação efetiva entre os governos envolvidos e as instituições europeias, de modo a garantir o cumprimento dos prazos e a plena utilização dos fundos comunitários disponíveis”.
Fernando Gualtieri (CP7889)






