Um candidato pelo ADN à Assembleia Municipal de Viana do Castelo nas eleições autárquicas de outubro, foi detido durante uma estadia no Brasil devido a comentários que fez sobre o presidente Lula da Silva na rede social X.
Manuel Dias conta, esta quarta-feira, ao Viana ao Minuto que foi detido quando tirava um documento que lhe permitia ter trabalho, no departamento das Finanças em Salvador, Baía.
“Após dar o meu nome, a senhora que estava a atender pediu para eu esperar, saiu da mesa e voltou com dois polícias federais”, explica.
Um dos agentes terá algemado Miguel Dias, sob pretexto de “custódia e inquérito policial”.
“Levaram-me para uma sala e fizeram-me questões políticas, tais como o que penso de Flávio Dino, o que acho de Alexandre de Moraes, o que acho da democracia do Brasil, por que não concordo com Lula da Silva e por que escolhi o Brasil como destino”, diz ao órgão de comunicação social alto minhoto.
AMEAÇA
O político do partido de direita acrescenta que lhe disseram que “se não apagasse essas publicações, teria de abandonar o país”.
“Não me deram ordem de expulsão, foi simplesmente uma ameaça”, esclarece.
O candidato disse ainda estar convicto de que “isto aconteceu a mando do ministro Alexandre de Moraes”, que na sua opinião “tem colocado o Brasil sob uma ditadura judiciária, limitando direitos, liberdades e garantias do povo em território brasileiro”, e que “a mesma situação” aconteceu também “em Guarulhos ao jornalista português Sérgio Tavares”.
Por fim, Miguel Dias, que acabou por ser colocado em liberdade, disse que já entrou em contacto com a Embaixada de Portugal no Brasil, onde permanece devido a alguns convites para trabalho político, mas ainda não tem a certeza sobre se vai continuar ou não no país.






