As Forças Armadas do Canadá estão a estudar a possibilidade de resposta a uma hipotética invasão dos EUA ao seu território, escreve o jornal canadiano The Globe and Mail, citando duas fontes governamentais.
A publicação refere que esta é a primeira vez num século que o Canadá criou um modelo de uma invasão dos EUA, o principal parceiro do país.
As fontes referem que foi testado o modelo de uma invasão americana a partir do sul, que espera que as forças americanas possam tomar os pontos estratégicos do país, quer no mar, quer em terra, dentro de uma semana ou mesmo em dois dias.
Face a este cenário de superioridade dos EUA, as Forças Armadas do Canadá preveem um cenário em que grupos de resistência, inclusive formados por cidadãos armados, recorreriam a “emboscadas, sabotagem, guerra com drones ou táticas de ataque rápido”, semelhantes às dos mujahidin contra a União Soviética, entre 1979 e 1989, e às dos talibãs contra os EUA e aliados, ao longo de 20 anos.
Ainda assim, uma das fontes referiu que as relações com os EUA ainda são boas e que os dois países estão a trabalhar em conjunto na ‘Golden Dome’, projeto americano de defesa para proteger o país de ataques com mísseis russos e chineses.
O major-general na reforma David Fraser, que liderou tropas canadianas no Afeganistão, afirmou ao jornal que, no caso desse cenário “impensável”, o Canadá teria apoio de outros países.
“Sabem que, se atacarem o Canadá, terão o mundo inteiro contra vocês, ainda mais do que a Gronelândia. As pessoas importam-se com o que acontece com o Canadá, ao contrário da Venezuela. Seria possível ver navios alemães e aviões britânicos no Canadá para reforçar a soberania do país”, disse, reconhecendo não ser possível para o Canadá derrotar os EUA no campo de batalha.
Fraser reconheceu que táticas semelhantes às utilizadas no Afeganistão seriam a forma mais eficaz de combater o domínio americano.
“Há uma diferença enorme entre defender outro território, como os canadianos fizeram no Afeganistão, e defender Windsor, Ontário. Não se atravessa essa fronteira porque, nesse caso, todos são inimigos.”






