O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, garantiu esta segunda-feira que a nova estação de tratamento de águas residuais (ETAR) do concelho estará pronta até 2029, embora o município ainda não disponha do terreno necessário.
“A ETAR é para este mandato, até 2029 estará pronta”, disse o autarca aos jornalistas, no final da reunião quinzenal do executivo.
O assunto foi levado à reunião pela Iniciativa Liberal, que questionou qual o ponto da situação, tendo João Rodrigues adiantado que está a decorrer o processo de expropriação do terreno.
Rodrigues disse ainda que, com o novo Plano Diretor Municipal, o processo poderá ser mais expedito, uma vez que o documento prevê capacidade construtiva “a uma série de terrenos” na zona, mas só desde que o terreno para a ETAR seja cedido pelos particulares.
“Neste momento, não temos terreno nenhum na nossa posse”, sublinhou o presidente da câmara.
A 08 de janeiro de 2025, foi lançada a primeira pedra do emissário, “uma parte fundamental e integrante” do projeto da ETAR.
Na altura, tinha sido anunciado um prazo de execução de um ano e meio, o que, a concretizar-se, apontava para meados de 2026.
Esta segunda-feira, João Rodrigues estabeleceu como horizonte temporal o atual mandato, que vai até 2029. “O processo não parou um segundo desde que está nas minhas mãos”, assegurou.
Um investimento de 30 milhões de euros, com financiamento comunitário assegurado de nove milhões, a nova ETAR ficará localizada junto às estradas circulares da cidade de Braga, na freguesia de Celeirós, drenará para a bacia hidrográfica do rio Ave e terá capacidade de tratamento dos esgotos de cerca de 200 mil habitantes.
Vai complementar a atual ETAR, em Frossos, que foi construída em 1991 para uma população de 165 mil habitantes, uma capacidade reforçada para 230 mil habitantes em 2005.
“A nova ETAR é absolutamente essencial parta o concelho, porque a de Frossos já não responde da forma que devia. Vamos duplicar a capacidade de gestão dos resíduos”, disse ainda João Rodrigues.






