Em conferência de imprensa, João Rodrigues adiantou que o protocolo para a construção daquela variante será assinado, no máximo, dentro de quatro semanas.
“Temos a certeza de que o Ministério das Infraestruturas e da Habitação vai colocar este projeto como um projeto absolutamente prioritário a nível nacional”, referiu.
O autarca frisou que a variante externa contemplará ainda, numa segunda fase, a ligação entre o Nova Arcada e a Serra do Carvalho, passando pelos parques industriais de Pitancinhos, Adaúfe e Navarra.
Uma vez concluída, a variante externa permitirá que praticamente 60% do trânsito de atravessamento que entra todos os dias no concelho não tenha de ir ao centro da cidade.
“Esta será uma das obras mais importantes das últimas três décadas em Braga, a par do hospital”, referiu João Rodrigues.
Sublinhou que a assunção desta obra por parte do poder central significa que o Governo olha agora “com olhos diferentes para Braga”.
“O ministro Miguel Pinto Luz, e o Governo no seu todo, olham claramente para Braga com olhos diferentes daqueles que foram olhados por governos anteriores ao longo das últimas décadas, porque se prevê a construção de uma via que é absolutamente prioritária para a cidade”, vincou.
BRT TRAVADO
João Rodrigues anunciou ainda que a linha vermelha do sistema de BRT, entre a estação ferroviária e o hospital, não vai avançar neste momento. “Vamos ainda aproveitar esta oportunidade para reformular e reforçar a solução do BRT, priorizando a ligação à futura estação de alta velocidade e ao concelho de Guimarães, em detrimento da solução apontada até agora de começar o desenvolvimento deste projeto pelo centro da cidade”, disse o autarca.
Segundo o presidente da Câmara de Braga, “esta é uma componente importante”, porque “permite alinhar o sistema de transporte público de elevada capacidade com os novos eixos de mobilidade e as necessidades futuras do concelho e da região”. “O problema está no centro da cidade, mas a solução está claramente fora”, defendeu.
A opção do atual executivo faz com que o município perca parte das verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que canalizou 76 milhões para este projeto. Segundo João Rodrigues, serão “à volta de 30 milhões de euros” que a Câmara de Braga tinha disponíveis e não utilizará, uma vez que a empreitada não vai ser executada.






