A estrutura do novo edifício da futura residência universitária que está a nascer na antiga Fábrica Confiança, em Braga, já se encontra concluída, devendo a empreitada estar concluída até junho para permitir a abertura do equipamento no início do próximo ano letivo.
Esta sexta-feira, realizou-se uma visita à obra, que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, do reitor da Universidade do Minho, Pedro Arezes, e do CEO do Grupo Casais, António Carlos Rodrigues.
Financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o projeto representa um investimento de cerca de 25,5 milhões de euros e permitirá a criação de uma residência universitária com 786 camas, “traduzindo-se num aumento muito significativo da oferta de alojamento estudantil na cidade”, segundo o município.
Durante a visita, João Rodrigues sublinhou que este “reforço expressivo do número de camas disponíveis constitui um contributo relevante para a redução da pressão sobre o mercado imobiliário, ajudando a atenuar o preço médio das habitações em Braga”.
O autarca destacou ainda que este tipo de investimento é fundamental para que a “cidade continue a crescer, mas sobretudo para que esse crescimento seja equilibrado, qualificado e sustentável”.
O presidente da Câmara salientou igualmente a importância da intervenção para a revitalização da zona de São Victor, valorizando um ponto histórico da cidade associado à antiga Fábrica Confiança.
A operação conjuga a reabilitação do edifício histórico, com preservação das fachadas, paredes interiores e lajes originais, com a construção de um novo edifício, garantindo a salvaguarda da memória e identidade do local.
A futura residência contará com dois edifícios, o da antiga fábrica e um construído de raiz, cuja estrutura já está pronta, disponibilizando quartos individuais, duplos e triplos. Incluirá soluções adaptadas a pessoas com mobilidade condicionada e integrará também cozinhas comuns, salas de estudo, zonas de convívio e refeições, lavandaria e espaços exteriores de lazer.
João Rodrigues destacou ainda a parceria com a Universidade do Minho, a quem caberá a gestão do espaço, considerando-a “determinante para o reforço da resposta às necessidades da comunidade académica e para a afirmação de Braga como cidade universitária”.
Para além da área habitacional, também irá ser criado um espaço museológico com cerca de 1.200 metros quadrados, dedicado à memória da antiga fábrica de sabonetes e perfumes, integrando a residência universitária num contexto cultural e patrimonial mais amplo.







