O Centro Interpretativo das Memórias da Misericórdia de Braga, no Palácio do Raio, tem patente até ao final do mês a exposição ‘After Darkness’, que o autor, Pedro Ferreirinha, diz refletir sobre a sobre liberdade, exclusão e a condição humana.
Pedro Ferreirinha é um artista cuja prática se afirma pela intensidade, pelo gesto e por uma linguagem visual sem concessões. Trabalha sobretudo com pintura a óleo e instalação, a sua obra desenvolve-se a partir de superfícies negras densas que funcionam como palco, origem e espaço de confronto.
É neste negro [Darkness] que a cor irrompe como força autónoma, estrutura e rutura, criando composições que oscilam entre a abstração e a figuração. As obras não narram nem ilustram: confrontam.
A memória coletiva, a experiência vivida e referências culturais e históricas atravessam o trabalho como matéria latente, inscrita no gesto, na escala e na fisicalidade da pintura.
As obras de grande formato recusam a neutralidade (branca) do espaço expositivo e impõem presença. Mais do que imagens para serem observadas, são encontros que exigem o olhar e ocupam o espaço.
A pintura de Pedro Ferreirinha afirma-se como experiência direta, onde o vazio se transforma em acontecimento e a indiferença não é uma opção.






