O deputado do Bloco de Esquerda (BE), Fabian Figueiredo, questionou o Governo sobre a falta de condições de desembarque na linha ferroviária do Minho, denunciada por utentes.
No documento enviado, através do Parlamento, ao ministro Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, o deputado do BE refere as queixas que dando conta que depois de Nine, em Famalicão, nas seguintes estações “os comboios Intercidades não conseguem ficar totalmente acomodados na extensão da plataforma (…) obrigando os passageiros a sair em zonas sem condições adequadas e a deslocarem-se para a primeira carruagem como única forma de evitar sair do comboio fora da zona apropriada”.
“Esta situação obriga as pessoas, muitas delas com bagagem, crianças ou mobilidade reduzida, a circularem em condições manifestamente inseguras e indignas, caminhando por zonas adjacentes à linha até conseguirem alcançar a plataforma”, afirma o bloquista.
Fabian Figueiredo conta que no passado dia 23, muitos passageiros do comboio Intercidades proveniente de Valença foram obrigados a atravessar a linha a pé na estação de comboios de Viana do Castelo, situação que a Infraestruturas de Portugal (IP), explicou com “uma troca inesperada de plataforma e a composição foi recebida na Linha I quando deveria ter dado entrada na Linha III”.
DESINVESTIMENTO NA LINHA
É neste contexto que o deputado do BE quer que o ministro diga se conhecimento da situação e se estão previstas intervenções para adequar o comprimento das plataformas à dimensão das composições Intercidades.
Pretende ainda que Miguel Pinto Luz diga quando é solucionada a situação.
No documento, Fabian Figueiredo considera que “o desinvestimento na linha do Minho, com estações sem funcionários e casas de banho encerradas, horários desajustados, é o reflexo da ausência de uma estratégia clara para valorizar esta ligação essencial para o Alto Minho e para a mobilidade regional, nacional e internacional”.
Fernando Gualtieri (CP 7889)






