O município de Arcos de Valdevez solicitou ao Governo comparticipação financeira de 2,2 milhões de euros para fazer face aos danos provocados pela tempestade Kristin, que afetou gravemente infraestruturas e comércio local. O pedido foi formalizado pelo presidente da Câmara, Olegário Gonçalves, através de uma carta dirigida aos ministros das Infraestruturas, Ambiente, Economia e Coesão Territorial, bem como aos secretários de Estado do Ambiente e da Proteção Civil.
Segundo o autarca, a tempestade provocou derrocadas, inundações na zona da Valeta e cortes em várias estradas municipais, incluindo uma grande derrocada que isolou a aldeia de Sistelo. «Metade da freguesia está isolada, só tem saída pela estrada que liga Arcos de Valdevez a Monção», explicou, salientando que não houve registo de vítimas.
O relatório enviado ao Governo detalha que já foram executadas intervenções de emergência no valor de 80 mil euros, como limpeza de derrocadas, remoção de árvores e reposição mínima de acessos. No entanto, as intervenções estruturais necessárias estão estimadas em 1,82 milhões de euros, abrangendo reparações em estradas municipais, estabilização de taludes, reforço de muros e construção de aquedutos.
Além dos danos em infraestruturas, o documento sublinha prejuízos económicos de cerca de 300 mil euros no comércio do centro histórico e alerta que os custos ultrapassam a capacidade orçamental do município, podendo comprometer outras responsabilidades essenciais caso não haja apoio externo.
O levantamento técnico e o planeamento das obras continuam em atualização contínua, incluindo reparações na ecovia municipal, contenção de materiais instáveis e prevenção de novos deslizamentos, numa operação considerada estrutural e inadiável para garantir a segurança, mobilidade e funcionalidade das infraestruturas públicas.
Em Portugal continental, a depressão Kristin provocou a morte de cinco pessoas diretamente relacionadas com o mau tempo, além de uma vítima na Marinha Grande e quatro óbitos associados a quedas ou intoxicações ligadas à tempestade. O Governo decretou situação de calamidade em 68 concelhos e anunciou um pacote de apoio de até 2,5 mil milhões de euros para as regiões afetadas.






