O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) deslocou-se a Beirute para pedir a Israel e ao Hezbollah que estabeleçam um cessar-fogo imediato e para demonstrar apoio à população, castigada por bombardeamentos diários.
Aviões israelitas geraram o pânico em Beirute no momento em que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) chegava à capital libanesa. Tratava-se, afinal, de uma largada de panfletos de propaganda que apelavam à população para desarmar o Hezbollah.
António Guterres tem outra ideia em mente para restabelecer a soberania do Líbano e pôr fim à guerra. Sucessivos alertas de evacuação têm forçado milhares de libaneses a fugir de casa em escassos minutos. As organizações no terreno estimam que mais de 800 mil pessoas estão deslocadas. A larga maioria não está nos abrigos, passa a noite em tendas montadas na rua e não esconde o desalento.
Será certamente o plano de Israel, que voltou a ameaçar o Governo de Beirute. As Forças Armadas Libanesas enfrentam dificuldades para impor o desarmamento do Hezbollah, conforme foi estipulado no cessar-fogo de novembro de 2024.
A área a sul do rio Litani tornou-se uma das zonas mais sensíveis da fronteira entre Israel e o Líbano. Telavive alega que o Hezbollah tinha posicionado lançadores de rockets perto de uma ponte para lançar ataques contra território israelita.
Na véspera, o ministro da Defesa tinha feito ameaças de nova ocupação de parte do país se o Governo e o exército do Líbano não interviessem.
A intimidação foi reforçada pela mobilização de mais tropas para a fronteira e uma ordem de prontidão aos militares para expandirem as operações no Líbano.
Com SIC






