A Polícia do Cantão de Valais anunciou este sábado que foi aberta uma investigação criminal contra o casal francês que administrava o bar ‘Le Constellation’ em Crans Montana, na Suíça, onde ocorreu um trágico incêndio na véspera de Ano Novo.
“Eles são acusados de homicídio por negligência, lesões corporais por negligência e incêndio por negligência”, informou a polícia, sublinhando que, até que haja uma condenação, aplica-se o princípio da presunção de inocência.
No incêndio morreram 40 pessoas que participavam na festa organizada pelo estabelecimento para receber o ano novo, enquanto 119 ficaram feridas, a maioria em estado grave.
As autoridades suíças informaram este sábado que os primeiros quatro corpos foram identificados, são todos suíços: duas mulheres, de 21 e 16 anos, e dois homens, de 18 e 16 anos, cujos restos mortais foram já entregues às suas famílias.
Os primeiros elementos da investigação inicial conduzida pelo Ministério Público de Valais “deram lugar à abertura de uma investigação criminal contra os dois gerentes”, precisaram as autoridades.
Seis dos feridos ainda não puderam ser identificados e cerca de cinquenta estão em processo de transferência para outros países da Europa, quatro dos quais para a Bélgica, onde poderão receber tratamentos altamente especializados devido à gravidade dos ferimentos.
As autoridades suíças admitem que o número de vítimas mortais possa aumentar. Entre os feridos confirmados figuram 14 franceses, 11 italianos e quatro sérvios.
O Governo português confirmou que Fanny Pinheiro Magalhães, de 22 anos, de Santa Maria da Feira, está entre os desaparecidos.






