Durante anos, Jasveen Sangha, apelidada de ‘Rainha da Cetamina”, comandou o que os procuradores descreveram num memorando de sentença como um “negócio de tráfico de droga em grande escala a partir da sua residência em North Hollywood”.
Apresentava-se, segundo os procuradores, como uma traficante que vendia exclusivamente a clientes da alta sociedade.
Agora, Sangha vai trocar o seu estilo de vida luxuoso por uniformes de reclusa depois de ter sido condenada, esta quarta-feira, a 15 anos de prisão federal.
O seu estilo de vida anterior tinha as suas vantagens. Os procuradores afirmaram que Sangha tinha uma origem privilegiada, mas optou por traficar droga “não por privação financeira, mas por ganância, glamour e influência”.
Tudo mudou a 28 de outubro de 2023, quando o ator de ‘Friends’, Matthew Perry, foi encontrado a boiar de bruços na sua banheira de hidromassagem, na sua casa em Pacific Palisades.
O Instituto Médico Legal de Los Angeles listou a causa da morte como “efeitos agudos da cetamina” e subsequente afogamento.
Sangha e outras quatro pessoas foram acusadas em agosto de 2024, em ligação com a morte de Perry.
Um ano depois, Sangha concordou em declarar-se culpada de cinco acusações criminais federais, incluindo o fornecimento da cetamina que levou à morte de Perry.
OUTROS CASOS
A sua declaração de culpa segue o caminho dos outros quatro arguidos que assinaram um acordo judicial com os procuradores federais.
O caso de Perry apresenta paralelos com a morte de Mac Miller, em setembro de 2018, relacionada com drogas. O rapper morreu após uma overdose acidental de fentanil, cocaína e etanol.
O jogador de basebol Tyler Skaggs morreu em 2019 com níveis elevados de opióides no organismo.
O ator Philip Seymour Hoffman foi encontrado morto em 2014 com uma seringa no braço e uma combinação letal de heroína, cocaína, benzodiazepinas e anfetamina no organismo.






