O presidente americano, Donald Trump, reagiu esta terça-feira à recusa de vários aliados dos Estados Unidos e da NATO, entre eles Portugal, em participarem em operações militares no Estreito de Ormuz, numa altura em que o conflito com o Irão continua a escalar. As declarações, marcadas por um tom duro, evidenciam tensões crescentes entre Washington e os seus parceiros internacionais.
“Não precisamos nem desejamos mais a assistência dos países da NATO. Nunca precisamos”, afirmou Trump, alargando a crítica a outros aliados estratégicos. “O mesmo se aplica ao Japão, Austrália ou Coreia do Sul”, acrescentou.
O presidente foi ainda mais longe: “Falando como presidente dos Estados Unidos da América, de longe o país mais poderoso do mundo, não precisamos da ajuda de ninguém.”
O líder americano endureceu o tom em relação à Aliança Atlântica. “A NATO é uma via de mão única. Nós protegemo-los, mas eles não fazem nada por nós, especialmente em momentos de necessidade”, afirmou, concluindo: “A NATO está a cometer um erro muito grande.”
AMEAÇA À NATO
Já na rede social ‘Truth Social’, o líder da Casa Branca tinha deixado a ameaça à NATO. “Não estou surpreendido com esta posição, porque sempre considerei a NATO, onde gastamos centenas de milhares de milhões de dólares por ano a proteger esses mesmos países, como uma via de mão única. Não fazem nada por nós, especialmente em momentos de necessidade. Felizmente, dizimámos as forças militares do Irão — a sua Marinha desapareceu, a sua Força Aérea desapareceu, as suas defesas antiaéreas e radares desapareceram e, talvez mais importante, os seus líderes, a praticamente todos os níveis, desapareceram, deixando de poder ameaçar-nos, aos nossos aliados no Médio Oriente ou ao mundo”, apontou.






