O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel garantiu, esta segunda-feira, em Bruxelas, que Portugal não está nem vai estar envolvido no conflito no Médio Oriente.
Em resposta a uma pergunta dos jornalistas a propósito do pedido de Donald Trump para o envolvimento da NATO, na segurança do Estreito de Ormuz, Rangel defendeu que a resposta da União Europeia deve privilegiar os esforços diplomáticos para evitar uma escalada.
“O envolvimento de Portugal está fora (…) Portugal não subscreveu nem está envolvido neste conflito”, afirmou o chefe da diplomacia portuguesa, insistindo que a posição do Governo tem sido clara desde o início da crise. “Portugal não está nem vai estar envolvido neste conflito”, vincou.
Rangel acrescentou que, nas discussões europeias, existe um entendimento generalizado sobre a necessidade de agir para garantir a navegabilidade na região, mas sem implicar uma intervenção militar direta. “Tudo o que possamos fazer para ajudar a superar este bloqueio (…) da liberdade de navegação (…) é fundamental”, disse, acrescentando que isso não implica “uma deslocação de meios militares para a região e especialmente para o Estreito de Ormuz”.
O ministro sublinhou que, na perspetiva do Governo português, a prioridade deve passar por iniciativas diplomáticas destinadas a reduzir as tensões na região. “
Tudo aquilo que se possa fazer para desobstruir o Estreito de Ormuz e permitir a liberdade de navegação é positivo”, afirmou, acrescentando que existem “imensas coisas que se podem fazer no plano político-diplomático”, para evitar um agravamento do confronto.
Com TSF






