Bruno Mascarenhas, vereador do Chega na Câmara de Lisboa, foi condenado por injúrias à ex-mulher, a quem chamou “prostituta” e “sopeirita”, avançada a revista Sábado, que consultou a sentença do processo.
A revista cita a queixa, que se refere a acontecimentos de 2013, quando Bruno Mascarenhas era deputado municipal na freguesia da Estrela, eleito pelo CDS. Após o divórcio, ficou obrigado ao pagamento de uma pensão de alimentos ao filho mais novo — a revista escreve que terá cessado o pagamento em 2011, motivando uma ação de penhora.
Terá sido o rastilho para, durante quatro meses, enviar emails e SMS com insultos à ex-mulher. “És uma chulazeca ordinária que não tem respeito por si própria, nem pelos filhos”, cita a revista. Também são citados insultos como “prostituta” ou “sopeirita do Funchal ‘educada’ em Benfica”.
O juiz Carlos Miguel Pereira considerou que as expressões usadas extravasaram o “limite do razoável”.
“O arguido bem sabia que tais palavras e expressões dirigidas à assistente são ofensivas, mas mesmo assim proferiu-as com a intenção de a ofender na sua honra, dignidade e consideração pessoal, familiar e social, o que conseguiu”, sentenciou o juiz.
Bruno Mascarenhas foi condenado a pagar 900 euros de multa e 1000 euros de indemnização à ex-mulher. À Sábado, questionado sobre se tem condições para militar no Chega com um processo deste teor, Bruno Mascarenhas declarou que a pergunta não tinha “qualquer sentido”.
“Obviamente reúno todas as condições para exercer a minha militância e o exercício de funções de forma plena num partido de direita conservadora”, disse.
Com SIC






