O Porto e a Galiza querem preparar o ano do Jacobeu de 2027, fomentando, até lá, os Caminhos de Santiago e iniciativas culturais e empresariais, revelaram esta quarta-feira o líder da comunidade espanhola e o presidente da autarquia portuguesa.
“É nossa intenção aproveitar e exercer conjuntamente esta grande oportunidade, não só para a Galiza, mas também para uma área muito mais ampla – e, desde logo, nesta área está o Norte de Portugal – que vai ser o ano Jacobeu 2027. Os caminhos portugueses em Santiago vêm crescendo de uma maneira sustentável, constante e muito intensa nos últimos anos”, assinalou o presidente da Junta da Galiza, Alfonso Rueda, após uma reunião com o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte.
No encontro que decorreu na Casa do Roseiral, no Porto, Alfonso Rueda estimou que, dos cerca de “800 mil peregrinos que chegaram à Galiza fazendo diferentes caminhos no ano passado, não menos de 300 mil fizeram-no através dos caminhos portugueses”.
Lembrando que “uma parte muito importante” de peregrinos estrangeiros chega para começar o seu caminho no Porto e no aeroporto Francisco Sá Carneiro, tornam o caminho português até Santiago de Compostela “uma experiência enriquecedora”, querendo Alfonso Rueda que “se consolide rapidamente”.
“Ter um caminho contínuo Porto – Santiago de Compostela é algo que nos interessa: desde logo, à cidade do Porto, mas também interessa à Galiza. Portanto, temos que continuar a trabalhar em melhorar o caminho, sinalização, homogeneização de todos os troços. Acreditamos que isso é muito importante e, em redor dos peregrinos, que são os que dão sentido ao caminho, tudo o que há de eventos culturais, de colaboração, de promoção”, sustentou o líder galego.
Para Alfonso Rueda, mesmo que o Jacobeu (celebrado nos anos em que o dia do apóstolo Santiago Maior, 25 de julho, calha num domingo) seja apenas em 2027, é intenção do Governo galego “começar com esta promoção e com esta programação cultural conjunta neste mesmo ano e prolongá-la no ano de 2028”, estando em causa “ações promocionais”, sendo uma “enorme oportunidade” também no campo económico.
O líder galego destacou “todo o Norte de Portugal e, especialmente, um epicentro cultural que irradia tanta potência nesse sentido como o Porto”, interessando “trabalhar conjuntamente em atividades e em programação pelas duas partes”.
O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, destacou “eventos muito significativos este ano, designadamente alguns, focados na matéria do livro, na área literária da cultura, designadamente o Festival Babell, depois a Feira do Livro”.
“Pretendemos que a Galiza possa também, de alguma maneira, associar-se e que a cultura galega faça também parte destes mesmos eventos”, disse Pedro Duarte.
Foi também acordado entre as partes realizar um encontro ou uma cimeira entre a Galiza e o Norte de Portugal no primeiro semestre do ano com “uma grande componente empresarial”, envolvendo entidades da região, outras cidades e a Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).






