O Exército israelita matou esta terça-feira uma criança palestiniana após esta ter, alegadamente, cruzado a chamada “linha amarela” na zona norte da Faixa de Gaza, segundo um comunicado divulgado nos seus canais oficiais.
“Hoje, terça-feira, as tropas que operam no norte da Faixa de Gaza, em conformidade com o acordo de cessar-fogo, identificaram um terrorista que cruzou a linha amarela e se aproximou das tropas, representando uma ameaça iminente para a sua segurança”, refere a nota militar.
“Após a identificação, as Forças de Defesa de Israel eliminaram o terrorista”, acrescenta a mensagem.
Segundo a agência palestiniana de notícias Wafa, a vítima mortal era Youssef Rassem Asaliya, de 12 anos, que morreu na sequência do impacto de um míssil disparado por um ‘drone’ israelita em Jabalia, no norte do enclave.
Além disso, o Exército israelita divulgou um segundo comunicado no qual afirma que, segunda-feira, durante uma operação militar destinada a desmantelar “infraestruturas terroristas subterrâneas” na zona da “linha amarela”, as tropas localizaram um depósito de armas alegadamente utilizado por milicianos do Hamas na brigada de Rafah.
O comunicado militar sustenta que o arsenal incluía “uma grande quantidade de armas e um lança-granadas RPG [anticarro]”, bem como um engenho explosivo que “seria utilizado para atingir soldados que operam na zona”.
Quase diariamente e apesar da trégua, Israel bombardeia ou dispara contra palestinianos que, alega, se aproximam demasiado das tropas posicionadas na “linha amarela”, uma demarcação não explicitamente definida onde continuam destacadas e a partir da qual mantêm ainda o controlo militar de mais de metade do enclave.






