O secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, disse esta segunda-feira que o projeto de recuperação da praia de Moledo, em Caminha, que desapareceu com o avanço do mar durante as últimas intempéries, vai ficar concluído este ano.
“Este ano vamos começar a desenvolver o projeto de estabilização, arranjo e recuperação de toda a zona da praia de Moledo. A intervenção será subsequente”, afirmou o governante.
Em declarações à agência Lusa, a propósito da visita que realizou esta segunda-feira às zonas mais afetadas pelo mau tempo em Caminha, João Manuel Esteves disse ter ficado “estabelecido que a Câmara e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) vão identificar as obras prioritárias e urgentes”.
“Terão de encontrar soluções e os orçamentos para que possam ser apoiadas, o que se espera que venha a ocorrer no âmbito de protocolos a estabelecer entre as câmaras e o Ministério do Ambiente”, referiu.
Questionado sobre a comparticipação do Governo nas obras de estabilização do paredão da praia de Moledo, assumidas pela autarquia, o secretário do Ambiente disse que a Câmara e a APA estão “a fazer uma avaliação dos prejuízos, no âmbito dos apoios que [o Governo] está a tratar com os municípios”.
A presidente da Câmara de Caminha, Liliana Silva, afirmou ter ficado “o compromisso de identificar as obras prioritárias e que o município está a assumir, no imediato, para estabilizar em toda a orça costeira e ribeirinha”.
Os trabalhos de estabilização do paredão da praia de Modelo, indicados pela APA, começaram na terça-feira e ficaram concluídos no dia seguinte.
A autarca social-democrata adiantou que esse levantamento vai ser submetido ao Governo “para garantir algum apoio”.
“É fundamental porque são empreitadas com valores muito elevados, devido à destruição causada pela agitação marítima e pela subida do caudal do rio Coura. Precisamos de algum apoio para fazer estas intervenções”, disse Liliana Silva, adiantando não estar estimado o valor global os prejuízos causados pelas intempéries.
A 7 de fevereiro, a autarquia interditou a passagem no paredão devido ao “colapso de partes do passeio”, uma vez que “a ação do mar originou a escavação da areia sob a estrutura, deixando o pavimento suspenso e sem suporte adequado”, descreveu o município nas redes sociais.
“Face ao risco iminente de queda de novos blocos e do próprio pavimento, mantém-se interdita a circulação de viaturas e pessoas nas zonas do paredão”, informou então o município, que especificou que a “extremidade norte” era a mais afetada pela forte agitação marítima, “com deslocação de pedras de grandes dimensões e destruição da base de proteção”.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.





