Quatro meses depois do assalto a um dos museus mais mediáticos do mundo, a polícia francesa deteve nove pessoas no âmbito de uma investigação a um alegado esquema de fraude de bilhetes no Louvre, em Paris, estimado em 10 milhões de euros.
A notícia veio a público depois de ter sido confirmada pelo Ministério Público francês ao Le Parisien.
Segundo a Agence France-Presse, esta investigação, que está a ser conduzida pelas autoridades francesas, aponta para a existência de uma rede organizada, responsável por um sistema de reutilização fraudulenta de bilhetes.
De acordo com a Procuradoria de Paris, mais de 950 mil euros, em dinheiro, foram apreendidos, incluindo 67 mil euros em moeda estrangeira, juntamente com 486 mil euros em várias contas bancárias. Uma fonte policial disse também ao Le Parisien que três veículos e vários cofres bancários também foram apreendidos.
Entre os detidos estavam dois trabalhadores do Museu do Louvre, vários guias turísticos e um indivíduo suspeito de ser o mentor do esquema. Esta instituição comunicou às autoridades a suspeita de fraude, algo que desencadeou a operação policial que culminou nas detenções.
Foi em junho do ano passado que foi aberta uma investigação judicial formal, por suspeitas de fraude organizada, branqueamento de capitais, corrupção, auxílio à entrada ilegal no país no âmbito de um grupo organizado e utilização de documentos administrativos falsificados.
De acordo com o jornal francês Le Parisien, neste esquema estiveram envolvidos guias turísticos que se ocupavam principalmente com grupos de turistas provenientes da China.
Segundo a mesma fonte, este guias reutilizavam os bilhetes várias vezes, levando à entrada de diferentes pessoas com ingressos já utilizados.
A investigação pretende agora apurar se a rede terá introduzido até 20 grupos turísticos por dia ao longo da última década, apontando ainda para a existência de cúmplices no interior do museu.
COMBATE À FRAUDE
Contactado pela publicação francesa, o Museu do Louvre explicou que estava a “enfrentar um ressurgimento e uma diversificação da fraude de ingressos”, algo que levou à implementação de um “plano estruturado para combater a fraude”, principalmente por meio de “ações preventivas e monitoramento de resultados”.
A instituição afirmou ainda que a operação a que está sujeita “foi realizada na sequência de uma denúncia do Museu do Louvre, no âmbito da política antifraude, e das interações contínuas entre as equipas do museu e a polícia relativamente a práticas fraudulentas”.
Com SIC






