O Presidente da República afirmou que esta quarta-feira testemunhou situações no “limite do limite” provocadas pela intempérie, resultado de chuvas “anomalamente intensas” que já duram há dois meses.
O chefe de Estado nota que a situação atual exige um “esforço de ir acumulando situações críticas que, naturalmente, são cada vez mais custosas”. Por isso, sublinha que não esquece “o restante país”, mencionando outras bacias e outras inundações possíveis.
“Basta que chova tanto na bacia do Sado quanto choveu no Mondego para haver um agravamento da situação que estava a desagravar-se”, avisa. “Não esqueceremos ninguém. O Governo não esquecerá ninguém. O Estado, como pessoa de bem, não pode nem vai esquecer ninguém”, resume.
As cheias em Coimbra são agora o motivo de maior preocupação, mas isso não significa o mesmo para amanhã, onde o cenário pode mudar.
Enaltece ainda o papel da comunicação social, que “tem ajudado nesta missão”, ao “acompanhar o que se passa” e prova que “uma imagem vale mais do que mil palavras”. Isso mesmo foi possível comprovar esta quarta-feira, onde a água do Mondego estava visivelmente acima do nível normal.
“Isto significa que continua a nossa resistência (…) liderada pelo Governo, pelos autarcas e por muitas instituições”, defende, apontando que o que está a acontecer em Portugal é “raro”.
O Presidente da República não esquece ainda o trabalho das populações: “Colaboraram com bom senso cívico, não se colocando em risco em situações de risco e não agravando uma situação que era desde já de si de risco.”
Os dias próximos serão, então, encarados com “a mesma maturidade cívica”, ainda que reconheça que este é um processo “muito desgastante”, mas que é “vencível”.
“Vencer significa lidar com a Natureza, encontrando todos os meios para dar respostas, apoios, prevenções e comportamento das pessoas. Nunca, nunca desanimar”, apela, considerando que o país “está a responder bem, o melhor que é possível”, tendo em conta que uma situação idêntica não ocorria “há 25 anos”.






