As 23 pessoas retiradas de casa na terça-feira, por precaução, devido a deslizamentos de terras em Ponte da Barca não têm previsão de quando poderão regressar às habitações, disse esta quarta-feira fonte dos bombeiros.
O segundo comandante dos Bombeiros Voluntários de Ponte da Barca, João Vieira, disse que os trabalhos de avaliação da situação das casas atingidas na terça-feira por deslizamentos de terras “estão suspensos por falta de condições de segurança”.
“As equipas têm andado no terreno a fazer reconhecimentos, mas ainda há muita água nos terrenos e é impossível ir ao terreno. Continuam a ocorrer deslizamentos e, por esse facto, não há condições de segurança, nem para garantir que as pessoas possam regressar a casa”, especificou.
Na terça-feira, 23 pessoas foram retiradas das suas casas na freguesia de Nogueira e na União de Freguesias Crasto, Ruivos e Grovelas devido a deslizamentos de terras.
João Vieira acrescentou que têm ocorrido outros deslizamentos de terras, mas em zonas que não são habitadas.
O responsável adiantou que o rio Lima continua a inundar a zona do Choupal, no centro de Ponte da Barca, devido às descargas da barragem de Touvedo, “mas não atingiu os restaurantes e o comércio existentes nas proximidades”.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.






