Uma jovem portuguesa, que morava na Suíça, morreu aos 22 anos depois de ter realizado uma cirurgia plástica em Istambul, na Turquia.
Conta o jornal Habeler que Aida Alexandre Oliveira chegou à Turquia no dia 1 de março de 2024 para realizar a cirurgia estética. No mesmo dia, dirigiu-se à clínica, que contactou via redes sociais, e submeteu-se a uma lipoaspiração e injeção de gordura nos quadris.
Após a operação, Aida regressou ao hotel. Cinco dias depois, ficou doente, voltou ao hospital privado e foi vista pelo médico que a operou. Porém, acabou por morrer no dia 7 de março.
A autópsia feita ao corpo determinou que a portuguesa morreu devido a uma hemorragia interna, causada pela rutura de um vaso sanguíneo durante a operação, assim como como obstrução das vias respiratória devido a um coágulo.
A investigação à morte de Aida ainda está em andamento. As autoridades tentam perceber se houve ou não negligência por parte do médico.
Segundo o mesmo site, os pais confiam “na justiça turca” e esperam que se faça justiça. “Os nossos advogados estão a fazer o possível para resolver o caso e evitar que algo semelhante se repita no futuro. Aconteceu com a nossa filha, mas amanhã ou depois de amanhã pode ser com o filho de outra pessoa. A nossa dor é tão profunda neste momento que não queremos que mais ninguém passe por isso”, começaram por dizer.
Eduarda e António só esperam que “a justiça seja feita o mais rapidamente possível”. “Perdemos a nossa filha aos 22 anos. No dia 7 de março faz dois anos da morte da nossa filha. Só levamos isto a tribunal para que ela possa descansar em paz. Queremos que o caso prossiga e procuramos justiça. Esperamos estar no caminho certo”, disseram ao Haberler.
Ao mesmo jornal, o advogado da família portuguesa, Fatih Bulut, declarou que, “em 2024, Aida celebrou um acordo com um médico na Suíça para uma cirurgia estética na Turquia e adquiriu um pacote. O pacote incluía a cirurgia, passagens aéreas e uma semana num hotel de Istambul. O contrato falava numa pequena cirurgia […]. No quinto dia após a cirurgia, Aida sentiu-se mal no seu quarto de hotel e foi levada ao hospital de ambulância. Após ser internada, ela morreu. Por isso, acreditamos que houve negligência por parte do médico, durante o procedimento e que as circunstâncias que levaram à morte de Aida foram causadas pelos materiais utilizados ou por outra negligência dos médicos”, afirmou, lamentando que o processo já dure há dois anos, devido a várias burocracias.






