O grupo parlamentar do PCP apresentou um requerimento dirigido ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, solicitando esclarecimentos sobre a situação do Grupo Celeste.
Os comunistas querem saber se o ministério está a acompanhar a situação do grupo, “por forma a garantir os direitos dos trabalhadores afetados”, e se tem conhecimento do pedido de insolvência e do Plano Especial de Revitalização (PER) do Celeste.
O partido lembra que o PER do Grupo Celeste apresenta um valor de 15 milhões de euros em dívidas, a mais de uma centena de credores, entre banca, Segurança Social, Autoridade Tributária e fornecedores.
O PCP quer saber também que medidas o Governo está a preparar para garantir a manutenção dos postos de trabalho em risco.
No documento à ministra Maria do Rosário Palma Ramalho, o partido refere que, em declarações à imprensa, o SINTAB – Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal disse que “os trabalhadores constatam que a falta de matéria-prima está a agravar ainda mais a situação da empresa, impedindo a produção regular dos seus produtos habituais, a satisfação das encomendas e o cumprimento dos compromissos com clientes” e que “a situação penaliza diretamente os trabalhadores e compromete desnecessariamente a atividade produtiva”.
O Grupo Celeste, fundado em 1968, conta com três unidades de produção de panificação em Portugal, localizadas em Guimarães, Vizela e Ermesinde, empregando centenas de trabalhadores.
Fernando Gualtieri (CP 7889)






