O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues (PSD), anunciou esta quarta-feira que o ‘metrobus’ (BRT) já não vai começar pelo centro da cidade, mas sim pela ligação a Guimarães e à futura estação de alta velocidade.
Em conferência de imprensa, o autarca defendeu que o que é prioritário é resolver os problemas de acesso e de atravessamento da cidade.
“O problema está cá dentro [da cidade], mas a solução está fora. Nós temos de fazer com que os automóveis não venham ao centro da cidade como vêm”, referiu o presidente, eleito pela coligação PSD/CDS-PP/PPM.
Em outubro de 2025, o anterior Executivo, de que João Rodrigues fazia parte como vereador, assinou o contrato de adjudicação, por 32,6 milhões de euros, da primeira linha do BRT, que ligaria a estação de caminhos de ferro ao hospital, passando pela Universidade do Minho.
Aquela seria a primeira das quatro linhas previstas para a cidade.
Esta quarta-feira, João Rodrigues disse que as suas prioridades são diferentes.
“As minhas prioridades podem ser diferentes das do anterior presidente e claramente são (…). Eu acho que devemos começar por outro lado e por isso é que há eleições, e por isso é que as pessoas vão mudando nos cargos, e por isso é que eu antes era vereador e agora sou presidente da Câmara e agora posso decidir, e antes não podia decidir”, referiu.
Sublinhando que não está a criticar o anterior presidente, Ricardo Rio, o autarca afirmou que o BRT que estava projetado para se fazer no centro de Braga “é algo que se deve fazer num futuro próximo” e sublinhou que o projeto continua com quatro linhas previstas no Plano Diretor Municipal.
“Ninguém tomou uma decisão absurda ou uma decisão errada quando decidiu que o BRT passasse pelo centro da cidade (…). Eu acho que o melhor é primeiro resolvermos a questão dos acessos à cidade e depois sim arranjar soluções de reserva de canal, de sistemas de BRT, de método ligeiro, do que entendermos”, disse.
Para o autarca, começar o BRT pelo centro da cidade “ia causar prejuízos à cidade”.
João Rodrigues admitiu que, com esta alteração de planos, perde-se o financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência que estava adstrito à obra da primeira linha, mas mantém-se o montante reservado para a aquisição dos autocarros.
De acordo com os prazos anunciados aquando da assinatura do contrato de adjudicação da obra, a entrada em funcionamento da primeira linha deveria acontecer até 30 de junho deste ano.






