Rui Roque, João Peixoto Branco e Rita Castro são os nomes dos militantes do Chega envolvidos nesta operação da Polícia Judiciária. “Agiam por motivos racistas e xenófobos, com o objetivo de intimidar, perseguir e coagir minorias étnicas, designadamente imigrantes”, disse a PJ em comunicado.
A megaoperação que decorreu esta terça-feira e que resultou na detenção de 37 detidos ligados a crimes de ódio, atingiu três militantes do Chega, de acordo com informação avançada pelo JN e confirmada pela RTP esta quarta-feira. Rui Roque, João Peixoto Branco e Rita Castro são os nomes dos militantes do Chega envolvidos nesta operação.
De acordo com o Jornal de Notícias, dois dos detidos são de Guimarães. João Peixoto Branco, ex-membro da concelhia de Guimarães do Chega, tendo sido candidato à Junta de Freguesia de Selho São Lourenço e Gominhães, em 2021, e Rita Castro, segunda na lista do partido à Câmara de Guimarães nas autárquicas de 2021.
LIGAÇÕES A GRUPOS DE ÓDIO INTERNACIONAIS
A Polícia Judiciária (PJ) desmantelou esta terça-feira uma associação criminosa que praticava crimes de ódio, tendo detido 37 suspeitos com “vastos antecedentes criminais” e “ligações a grupos de ódio internacionais”.
Em comunicado, a PJ adianta que, no âmbito da operação “Irmandade”, foram constituídos “mais 15 arguidos e realizadas 65 buscas domiciliárias e não domiciliárias”.
Os detidos, entre os 30 e os 54 anos, “adotavam e difundiam a ideologia nazi, inerente à cultura nacional-socialista e extrema-direita radical e violenta, agindo por motivos racistas e xenófobos, com o objetivo de intimidar, perseguir e coagir minorias étnicas, designadamente imigrantes”.
São suspeitos de terem fundado a organização criminosa, com uma estrutura hierárquica e distribuição de funções, “com o exclusivo propósito de desenvolver atividades que incitavam à discriminação, ao ódio e à violência racial”.
A organização é “responsável pela prática de crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência, ameaça e coação agravadas, ofensas à integridade física qualificada e detenção de armas proibidas”.
Na operação, conduzida pela Unidade Nacional de Contraterrorismo, participaram cerca de 300 elementos da PJ.
Segundo a CNN Portugal, o líder do grupo é Mário Machado, conhecido neonazi que está a cumprir pena por crimes da mesma natureza e que dava as instruções a partir da cadeia, e as vítimas eram imigrantes de países islâmicos.
Fonte próxima do processo disse, entretanto. à Lusa que a cela de Mário Machado foi alvo de buscas hoje de manhã.
Os detidos têm marcado o primeiro interrogatório judicial, para aplicação das medidas de coação, na quarta-feira no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa.






