O empresário belga detido em Terras de Bouro por escravizar uma família brasileira negou os crimes, na fase de instrução, no Tribunal de Braga, no âmbito de um processo em que responde por tráfico de pessoas e auxílio à imigração ilegal.
De acordo com o jornal O Minho, Alain Corneille terá dito que estão em causa “mentiras motivadas por meras vinganças” do foro familiar, uma vez que as alegadas vítimas são familiares da sua companheira.
“Os familiares da companheira do meu cliente até poderão queixar-se de terem sido mal pagos e abaixo da tabela salarial, mas daí até falar-se em escravatura, não faz qualquer sentido”, explicou o advogado de defesa, António Falé de Carvalho, citado pelo mesmo jornal.
A defesa pediu ainda que o arguido passe do regime prisão preventiva, no qual se encontra atualmente, para prisão domiciliária, controlada através de pulseira eletrónica.
O casal, composto pelo cidadão belga e pela cidadã brasileira, foi acusado de nove crimes de tráfico de pessoas e onze crimes de auxílio à imigração ilegal, ao alegadamente obrigarem seis brasileiros, familiares da arguida, a trabalhar com “mão-de-obra a custo zero ou próximo disso”.
Alain Corneille está preso de forma preventiva na cadeia de Braga desde abril do ano passado, sendo desconhecido o paradeiro da outra, Márcia de Castro Mendes, que continua em parte incerta. O casal alterna a residência entre Bélgica, Espanha e Portugal.






