No Mercado de Guimarães, Catarina Martins deixou esta sexta-feira, último dia de campanha, críticas aos restantes candidatos presidenciais, “Todos os candidatos juntos não têm uma ideia para o país.”
Ali, várias mulheres prometeram apoiar a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda nas eleições presidenciais de domingo.
“Gostava de uma mulher a ‘presidenta’. Os homens não fazem nada, não sabem fazer nada”, disse-lhe uma popular, citada pela Lusa.
“Mas que precisávamos de uma mulher a Presidente, sem dúvida alguma”, insistiu, acrescentando num sussurro aos ouvidos da candidata: “Para mostrar aos homens quem é que tem tomates.”
Catarina Martins defendeu que quem não tem um projeto para o país nem devia ter-se candidatado.
“Há tantos candidatos a fazer contas, mas todos somados não têm uma ideia para o país”, afirmou.
“Não há dia nenhum em que eu não tenha conjugado o contacto com a população para ouvir o que as pessoas dizem, com um projeto para o país, com mostrar o que eu acho que pode ser uma Presidente da República que responda às pessoas”, reiterou ainda.
Entre as idas a feiras e mercados e os debates temáticos ou visitas a projetos sociais que considera serem bons exemplos, Catarina Martins quis levar para a campanha temas que diz serem estruturantes e que devem ser prioridade do próximo Presidente da República, como a saúde, habitação, ambiente ou a revolução tecnológica.
Olhando para a campanha dos restantes candidatos, diz não ter visto o mesmo compromisso, mas antes um jogo de estratégia político e apelos ao voto útil.
“Quando me candidatei não me candidatei a fazer as contas aos outros ou com taticismo. Candidatei-me porque eu gosto mesmo muito de Portugal”, afirmou a candidata, acrescentando que “quem não tem um projeto para o país nem sequer se devia ter candidatado”.
Catarina Martins aproveitou para fazer um novo apelo ao voto e explicou que se candidatou à Presidência da República por gostar muito do país.
“Eu sei de que lado estou. Os grandes interesses económicos têm muita gente para os defender, mas quem vocês aqui veem, que depende do seu salário e conta os tostões para chegar ao fim do mês, quem tem uma pensão baixa depois de uma vida de trabalho, os jovens que desesperam porque não encontram uma casa… Esses sabem que é comigo que contam”, sublinhou.
Com Now Canal e TSF






