O candidato António José Seguro, em modo DJ e ‘barman’, aventurou-se na quinta-feira na mesa de mistura e atrás do balcão numa noite de copos em Braga, num momento informal para fazer uma “coligação com os jovens”.
No Café Concerto RUM by Mavy, espaço de convívio dos jovens bracarenses que já estava a rebentar pelas costuras, Seguro trocou o habitual discurso de cerca de meia hora por poucas palavras antes de beber um fino e abrir a pista com um curto ‘DJ set’ de quatro músicas do seu tempo.
Y.M.C.A., dos Village People, A Minha Casinha, dos Xutos e Pontapés, Chiclete, dos Táxi, e Daddy Cool, de Boney M., foram as escolhas do DJ Tony 62, como se apelidou numa entrevista ao humorista Guilherme Geirinhas no programa Bom Partido.
“Eram músicas do meu tempo, e eu achei que em vez de fazer um discurso devia partilhar essas músicas com eles, e foi, de facto, um momento de comunhão muito bom”, disse aos jornalistas enquanto a música de fundo continuava a tocar.
Lançados os êxitos, Seguro foi novamente ‘engolido’ pelos jovens com muitas solicitações para ‘selfies’ e dois dedos de conversa, indo depois para trás do balcão tirar finos.
O primeiro saiu uma ‘gravata’, mas a insistência deu frutos e, com a técnica aperfeiçoada, Seguro tirou vários finos e acabou com um na mão durante o resto da noite.
“Eu quero ser o presidente dos novos tempos, o presidente do futuro, e preciso muito de fazer uma coligação com os jovens portugueses para que me ajudem a construir esse país. Eu quero liderar essa mudança”, assinalou.
Num ambiente bem “mais informal” do que das suas lições, o professor Seguro, sempre acompanhado pelos mandatários da juventude Rita Saias e Renato Daniel, garantiu que nas suas aulas “é outro ambiente”.
Já quase a despedir-se antes de descansar para o último dia de campanha, o candidato apoiado pelo PS ainda teve tempo de receber uma carta em mãos de um jovem, e também a pergunta de outro sobre por que motivo deveria votar nele, tendo ficado à conversa a dois durante vários minutos.
“Não há lutas fáceis, mas são as lutas difíceis que nos dão mais energia e sobretudo testam melhor as nossas convicções. E eu vim, de facto, para mudar e quero mudar muito para que os jovens em Portugal tenham uma possibilidade de ter oportunidades e ter futuro”, concluiu.






