Num discurso perante cerca de 300 ex-combatentes, em Ponte de Lima, André Ventura usou um camuflado militar para atacar as minorias. O camuflado militar foi-lhe oferecido por um grupo de antigos combatentes presentes no comício.
Falando de si já como futuro Comandante Supremo das Forças Armadas (cargo inerente às funções de Presidente da República), André Ventura considerou que os seus adversários “têm uma forma sempre floral de falar e de dizer que vão fazer as coisas” e contrapôs que consigo não será assim.
“Eu não vos vou trazer conversa bonita e fiada. Eu vou dizer-vos que o país está neste estado e que nós temos de fazer isto para o endireitar. E que temos de o pôr na ordem. E que vai haver muitos que não gostam de o pôr na ordem. Mas este país já teve, conforme os militares sabem bem dizer, tempo demais de bandalheira. A partir de 18 de janeiro é tempo de ordem e eu espero ser o Presidente dessa ordem”, afirmou.
Naquele que é também o seu dia de aniversário, Ventura diz que serão os emigrantes portugueses a darem-lhe a vitória na segunda volta e insiste na ideia de que o sistema político “tem medo” do voto dos portugueses que vivem no estrangeiro.
André Ventura defendeu que é “inútil é votar em candidatos que dizem exatamente o mesmo há 50 anos. Inútil é votar em candidatos que não conseguem senão dizer generalidades ou votar em candidatos que vão andar com Luís Montenegro ao colo”.
O candidato apoiado pelo Chega quer ser conhecido como o Presidente que “acabou com os privilégios injustificados de todas as minorias” e os deu às “famílias portuguesas”, aos trabalhadores, pensionistas e antigos combatentes, ignorando, mais uma vez, o facto de o poder Executivo em Portugal estar concentrado no Governo.
Apesar de ter dito que queria fazer uma campanha sem “picardias”, não deixou de responder a críticas como a do almirante na reserva Henrique Gouveia e Melo, que esta quinta-feira de manhã, defendeu que é “completamente inútil” votar em André Ventura.
Esta não é a primeira vez que Ventura surge com um camuflado militar em campanha. Nas eleições legislativas de 2022, num almoço de antigos combatentes no Porto, recebeu semelhante e discursou com ele vestido.
Com SIC e RTP






