Luís Marques Mendes apresentou-se este sábado, em Vila Verde, como um candidato à Presidência da República focado na estabilidade, na moderação e na ação responsável, defendendo uma «liderança firme e uma liderança tranquila» para Portugal. Perante cerca de meio milhar de apoiantes do distrito de Braga, o antigo líder partidário sublinhou que «o mais importante é a estabilidade», mesmo que «não dê nas vistas», por ser essa a base para criar riqueza, garantir emprego aos jovens e assegurar pensões justas.
Assumindo claramente a ambição de chegar a Belém, Marques Mendes garantiu que não se deixa condicionar por sondagens. «Não há sondagem nenhuma que nos desanime», afirmou, defendendo que a escolha dos eleitores deve assentar na independência, na experiência e na capacidade de diálogo dos candidatos. «Façam escolhas com independência: quem está mais bem preparado, quem tem experiência governativa, quem consegue construir pontes e convergências?», assinalou.
O candidato destacou como pilares da sua visão presidencial a moderação, a estabilidade e a ação. No domínio da imigração e da economia, defendeu crescimento «com consciência e justiça social», enquanto na saúde alertou que a ausência de moderação conduz a conflitos ideológicos, defendendo reformas necessárias, mas equilibradas. «Sem bom-senso não há soluções duradouras», frisou.
“NÃO FOMENTAREI O CONFLITO”
Marques Mendes assegurou ainda que, se eleito, dará «todas as condições ao Governo para governar», rejeitando uma Presidência de conflito. «Não fomentarei o conflito. Com bom-senso, equilíbrio e sentido de Estado», afirmou, sublinhando que o papel do Presidente deve ser o de garantir previsibilidade, segurança e tranquilidade aos portugueses.
Perante os ministro da agricultura, o vilaverdense José Manuel Fernandes, e de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, abordou o acordo com o Mercosul, que considerou «longe de ser um assunto de pormenor», defendendo que se trata de «uma grande autoestrada que se abre» para a economia portuguesa.
Já no plano social, colocou os jovens no centro das prioridades, alertando para a necessidade de travar a emigração qualificada e responder à crise da habitação, bem como garantir apoio aos idosos sem comprometer as finanças públicas.
No plano político, o candidato afirmou sentir «cada vez mais entusiasmo na rua», defendendo que os portugueses querem «normalidade e tranquilidade» e uma Presidência com liderança firme, mas serena.
PAULO RANGEL: “NÃO É TEMPO PARA AVENTURAS, NEM DE VENTURAS”
O encontro contou com várias intervenções de apoio à candidatura. O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, destacou o percurso de Marques Mendes ligado à liberdade e à justiça social, considerando-o uma figura de confiança num contexto de instabilidade internacional. «Este é o tempo da estabilidade, não é tempo para aventuras, nem de Venturas», afirmou, defendendo uma Presidência com experiência, maturidade e sentido de Estado.
A presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Fernandes, considerou Marques Mendes «o candidato dos que acreditam num futuro melhor para Portugal», sublinhando o seu sentido de Estado, proximidade e capacidade de diálogo.
Já Ricardo Costa, mandatário distrital, e José Mendes, antigo secretário de Estado socialista, enalteceram a seriedade, a imparcialidade e a experiência do candidato, considerando-o o mais preparado para assumir a chefia do Estado.
A sessão terminou com um apelo à mobilização, numa candidatura que, segundo os seus apoiantes, entra agora numa fase decisiva, apostando na confiança, na estabilidade e na liderança responsável como resposta aos desafios do país.







