Formalizada esta sexta-feira, a nova associação procura ainda um espaço físico para se instalar na cidade de Braga e é liderada por Natasha Hart e tem Vinícius de Ponte, ambos brasileiros, como vice-presidente.
“Embora se chame Casa do Brasil de Braga, esta é uma associação multicultural para atender os imigrantes no geral, embora saibamos que há, tanto na cidade como no distrito, um número muito elevado de imigrantes brasileiros”, disse ao PressMinho/O Vilaverdense Vinícius de Ponte.
Segundo o vice-presidente da nova associação, um dos grandes objetivos é “orientar”, fornecendo “orientação básica sobre o que o imigrante deve fazer”. “Às vezes, a pessoa recebe uma carta e não sabe o que fazer. Nós queremos ser a voz de quem não sabe o que fazer, porque acontece muito os imigrantes ficarem perdidos”, assegura.
Natasha Hart indicou que a Casa do Brasil de Braga trabalhará em diversas áreas, nomeadamente “apoio jurídico, apoio psicológico, incentivo à capacitação e formação profissional”, assumindo-se como uma “porta aberta” para todos os imigrantes que necessitem de apoio.
“Os imigrantes são pessoas que pagam os seus impostos, que contribuem para a Segurança Social, que prestam mão de obra. Fazem muitos serviços essenciais. Portugal depende muito da mão de obra imigrante”, salientou a presidente.
“IMIGRANTE NÃO É MOEDA DE TROCA”
Para Vinícius de Ponte, os imigrantes não podem ser tratados em Portugal como “moeda de troca por voto, que é hoje o que se faz”. “O que acontece é: eu vou barrar imigrante para ganhar voto, eu vou libertar imigrante para ganhar voto. Isso não pode acontecer”, garantiu o vice-presidente da Casa do Brasil de Braga.
Por isso mesmo, a associação propõe-se a “levar para as grandes mesas o que o imigrante precisa”. “O imigrante não está aqui para acabar com o país, o imigrante é essencial para manter o Estado português de pé”, concluiu.






